Tem pessoas que passam por sua vida de uma maneira tão rápida, mas que, quando marcam, nunca são insignificantes. Esses dias eu ‘conheci’ duas pessoas. Uma no ônibus e outra no metrô.
A primeira foi quando eu estava indo para a escola e assim que entrei no ônibus ela, a moça, se ofereceu para segurar minha mochila. Muito sorridente. Estava conversando com um cara que ela alegava nunca ter visto na vida. Falava: “se eu não conversar com alguém, eu acabo dormindo... por isso que falo muito!” Muito simpática e engraçada. Ela me fez pensar o quão a vida pode ser feliz e que isso só depende de nós mesmos. Não falei nada com ela, só um obrigado ou outra coisa do gênero, mas o dia ficou mais alegre, mais animador.
A segunda foi uma moça que entrou numa conversa minha e de um colega meu. Tipo que estávamos no metrô falando de um filme de história, e eu tava tentando lembrar o nome. Do nada ela entra: “Razão e Sensibilidade?? Ah, eu vou ver esse filme hoje, muito bom. Também gosto desse, esse e esse porque são assim e tal...”. Ficou falando e falando. Depois meu amigo saiu ela começou com livros. Todos tratavam de temas de psicologia, eu fiquei com interesse de perguntar se ela era psicóloga porque ela falava com tanta leveza e precisão que parecia que entendia tudo do assunto. Shirley, seu nome, e indicou livros que tratam da emoção e o jeito de nos interagir com ela. Nas férias eu vou ver se acho para pegar. O que mais me impressionou foi que por mais tosco que parecia o nosso papo, eu me interessei e muito. Gosto de entender o comportamento humano.
Enquanto falávamos sobre filmes, eu percebi que a visão que eu tenho dos filmes é muito superficial. Eu olho mais o que cada filme me causa e esqueço de pensar qual a mensagem que ele tenta passar. A partir daí tentarei melhorar meu senso crítico.
O engraçado: são pessoas que eu jamais encontrarei novamente, mas que fizeram parte de um dia que me fez melhor.
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